Edificado nos finais do séc. I por Lúcio Cornelio Balbo, este teatro era o mais pequeno dos três que, no séc. I a.C., existiam em Roma. Apesar disso era ricamente ornamentado, sendo bem conhecidas as suas quatro colunas em ónix que decoravam a fachada cénica. Inaugurado em 13 a.C. terá demorado cerca de seis anos a ser construido e apesar de mais pequeno que os outros teatros, o seu diâmetro atingia cerca de 90m.
A área por trás da cena constituía um enorme quadrilátero, assente num criptopórtico, com galerias porticadas, onde o público poderia passear. No lado oriental este pórtico possuía uma grande exedra com seis colunas. O criptopórtico era enterrado, constituindo uma plataforma artificial, plana, que possibilitava a edificação da praça por detrás da fachada cénica. Esse espaço foi sendo reaproveitado ao longo dos séculos, alterando-se a sua funcionalidade original mas permanecendo parte da cripta e a restante área do teatro reaproveitada em diversas construções. A partir de época tardo-romana funcionou como área de armazém e também como cisterna.
A construção deste teatro numa área de Roma já anteriormente ocupada, obrigou a uma desactivação das antigas edificações, pressupondo assim, um plano de urbanização prévio, tal como se pode confirmar pela planta marmórea severiana.
Convém sublinhar um facto curioso ácerca da origem de Lúcio Cornelio Balbo, uma vez que se trata de um hispano oriundo da cidade de Gades. A construção do seu teatro na capital do Império teve como objectivo a comemoração da sua vitória contra populçãoes líbias, em Garamanti em 19 a.C.. essa vitória fez com que Lucius Cornelius Balbus fosse recebido em Roma em triunfo, tornando-o no primeiro cidadão não nascido em Roma a receber tal honra.