Base ática de coluna composta por plinto, dois toros e uma escócia que os separa.
Podemos classificar esta base de coluna como “ática”, ainda que a típica base ática possua plinto, a sua inclusão, assim como a total explanação dos seus componentes constitui uma evolução morfológica somente observada a partir da época de Augusto. O seu pleno desenvolvimento, no entanto, ocorrerá ao longo da dinastia júlio-claudiana, altura em que a base ática adquire o seu pleno desenvolvimento, mantendo essa configuração durante todo o Império.
Também o facto de os dois toros possuírem praticamente o mesmo diâmetro entre si, denota algum arcaísmo, uma vez que em épocas mais avançadas o diâmetro do toro superior é substancialmente mais pequeno que o inferior, originando uma escócia de perfil parabólico. Esta morfologia da escócia será uma das características mais importantes do pleno desenvolvimento da base ática.
A norma da associação de plinto às bases de dois toros, ainda que esteja atestada em Roma desde o séc. II a.C., só ocorrerá bastante mais tarde e vários edifícios públicos de carácter emblemático não o apresentam, como se verifica no teatro de Marcelo em Roma (13 / 11 a.C.); no templo circular de Vesta (Tivoli), do séc. I a.C.; ou no templo de Júpiter em Terracina, da época de Sila, multiplicando-se os exemplos por todo o Império. No que respeita ao território nacional, o templo augustano de Conímbriga ou o pórtico do forum e templo flavianos da mesma cidade, são também exemplos dessa realidade.