Base ática sem plinto que mantém, no mesmo bloco pétreo, uma grande parte do fuste. A base ática, caracteriza-se por apresentar dois toros separados por uma escócia reentrante, embora neste exemplar, e ao invés das bases áticas típicas, os dois toros possuam o mesmo diâmetro. O facto de não possuir plinto bem como a manutenção de uma grande parte do imoscapo do fuste, contribuem para a atribuição de uma cronologia bastante recuada, opinião que é reforçada pelo facto de, em termos técnicos e estilísticos, seguir a decoração típica de época republicana e dos inícios do Império, sendo talhada em pedra local e depois revestida a estuque.
Esta peça, a par de outras bases e de vários capitéis e fustes de coluna, foram recolhidos no decurso das escavações realizadas no Teatro Romano em 1965/67, dirigidas pela Drª Irisalva Moita. Alguns destes elementos encontravam-se reaproveitados nas paredes dos edifícios que foram construídos por cima do teatro após o terramoto.
Outras peças similares foram encontradas no Teatro Romano, algumas incluindo a parte inferior do fuste, o imus scapus (imoscapo), o que geralmente indica um certo arcaísmo já que, a partir do período julio-claudiano e, sobretudo, flaviano, tal característica é abandonada.