Fragmento de taça de pé, com perfil oblíquo. As paredes são esvasadas superiormente e o lábio é extrovertido e de secção convexa. O pé é decorado exteriormente com quatro profundas caneluras tendo fundo anelar com interior côncavo. Ambas as superfícies apresentam o característico engobe vermelho, escuro e lustroso, típico das produções da 1ª Idade do Ferro.
Os paralelos mais próximos para este exemplar enquadram-se entre os sécs. VII e VI a.C., destacando-se os exumados na Quinta do Almaraz. Em Lisboa, na Travessa do Chafariz d’El Rei, foi identificado um exemplar de imitação em cerâmica cinzenta a que foi atribuída uma cronologia idêntica.
No entanto, outros exemplos podem ser encontrados no Sul de Espanha ao longo do vale do Bétis, área de implantação das populações Tartéssico/Turdetana, como será o caso das regiões de Cádiz e Almunecar.
Desconhece-se qual a funcionalidade específica destas peças, ainda que o contexto em que outros exemplares foram exumados indique como provável o seu uso no quotidiano das populações. No entanto, dado a qualidade técnica destas peças, o revestimento cuidado e a morfologia pouco usual, não se encontra afastada a possibilidade do seu emprego em práticas cerimoniais.