Actualmente somente é visível uma pequena parte do antigo Teatro romano de Lisboa. A restante área, que contínua por descobrir, encontra-se por baixo dos vários edifícios erigidos no local depois do terramoto de 1755. A reconstrução desta parte da cidade foi levada a cabo em época tardia, já nos inícios do séc. XIX.
Felizmente, mercê das primeiras intervenção da década de 1960, podem-se observar algumas das partes principais do monumento romano:
- zona do proscaenium: muro de delimitação entre o palco - pulpitum - as bancadas - cavea - e a zona da orchaestra;
- o hyposcaenium: parte inferior do palco;
- parte da orchestra espaço semicircular defronte do proscaenium;
- início das bancadas, também designado por imma cavea até ao primeiro praecintio;
- vomitorium ou entrada localizada nas bancadas;
- parte do aditus maximus nascente (entrada máxima ou principal);
- parte do postcaenium ou muro de delimitação sul do teatro
Imagem de reconstituição do Teatro sobreposta à actual planta urbana. A linha oblíqua assinala o limite da área colocada a descoberto. Assim, embora a imagem de reconstituição tenha sido projectada para toda a área, do lado esquerdo da linha nada se encontra à vista, encontrando-se as estruturas do teatro subjacentes ao edifício pós-pombalino que aí se ergue.
Reconstituição hipotética do teatro com base na planta de HAUSCHILD, Theodor, "Das Romische Theater von Lissabon. Planaufnahne 1985-88", Madrider Mitteilungen, 31, 1990, p. 348-392, Beilage 2