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ESTUDOS GEOLÓGICOS E REALIZAÇÃO DE CAROTAGENS; CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA DA ÁREA DE IMPLANTAÇÃO DO TEATRO
No decurso dos estudos para a construção do Museu do Teatro Romano, foi efectuada uma campanha de sondagens de reconhecimento geológico, localizada entre a Rua da Saudade e a Rua de S. Mamede. Do plano de trabalhos constou a execução de 4 furos de sondagem verticais e 3 furos horizontais. As sondagens foram feitas por uma sonda leve de rotação mecânica que, até aos 4,15m de profundidade, retirou amostras com um diâmetro de 101mm e, abaixo deste valor, amostragens de diâmetro de 86mm.

Estas amostras permitem conhecer o subsolo previamente à intervenção arqueológica, sendo uma das formas mais rápidas de reconhecer a potência estratigráfica de um local. Por este motivo, novas sondagens serão futuramente realizadas em distintos locais de forma a obter mais informações sobre o subsolo. O objectivo é o de poder caracterizar de forma pormenorizada aspectos geológicos do local onde o teatro romano de Lisboa se implantou.

Outros estudos, que visam a identificação do tipo de pedra utilizada para a elaboração dos vários elementos arquitectónicos, permitem-nos actualmente obter uma enorme diversidade de informações respeitantes à estética em voga, às transacções comerciais, à exploração de matérias-primas, etc.

Amostra do recolhida das bancadas do Teatro

A sondagem 7 localizada na Rua da Saudade (aproximadamente em frente ao nº de polícia 26, e à cota de 55.51m) é uma das amostras que melhor representa a geologia da zona NW do topo das bancadas do Teatro. Desta sondagem destacamos três fragmentos representativos, obtidos a diferentes profundidades, sendo a primeira constituída por aterros, provavelmente do século XVIII e as seguintes por material geológico in situ.

Amostra recolhida aproximadamente a 1,21m de profundidade, constituída por materiais pertencentes a aterros arenosos de cor castanha, com fragmentos de cerâmica comum, blocos de biocalcarenito e argamassa de cor bege amarelada e pequenos nódulos de cal. Provavelmente atribuível ao séc. XVIII.

 

 

 

Amostra do recolhida das bancadas do Teatro

Recolhida aproximadamente a 6,45m de profundidade, caracterizada por material geológico muito compacto, biocalcarenito amarelado, de superfície cavernosa nas quais são observáveis cristais de calcite.

 

 

Amostra do recolhida das bancadas do Teatro

Amostra de material geológico, recolhida aproximadamente a 10,34m de profundidade, caracterizada por siltes micáceos amarelados com zonas acinzentadas claras.

 

 

 

Estatuária

 Estatuária proveniente de Vila Viçosa.  Estatuária proveniente de Vila Viçosa.  Estatuária proveniente de Vila Viçosa.

 

É empregue o mármore cristalino, de cor branca, sem venaturas, proveniente de Vila Viçosa. Esta região era explorada durante a época romana e o seu mármore exportado para grande parte do Império.

Estrutura do proscaenium

 mármore cinzento de S. Brissos (Trigaches)

 Calcário margoso do cretácico

 

 

São empregues dois tipos de pedra: o mármore cinzento de S. Brissos (Trigaches) e o calcário margoso do cretácico proveniente da região de Sintra, que apresenta uma cor rosa. Este último material imita quase na perfeição o mármore, ainda que seja um calcário. O facto de existirem pedreiras deste tipo próximo de Lisboa terá levado a que os engenheiros romanos, para uma maior economia e rapidez, tenham recorrido a este material.

Investigadores do Projecto:

Eva Leitão

Teatro Romano > Investigação > Estudos > Estudos Geológicos e Realização de carotagens; Caracterização geológica da área de implantação do Teatro
   
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