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Lisboa Romana 
 
 
O povoamento indígena da Idade do Ferro, séculos VIII-VI a.C., encontrava-se instalado no morro e encosta do castelo, evidenciando fortes ligações por tráfego marítimo com o mundo oriental, sobretudo fenício.

O posicionamento estratégico da região de Lisboa face a uma excelente via de comunicação – o Tejo - era essencial neste período, permitindo a ligação ao interior e às fontes de matéria-prima (estanho) com grande procura pelos comerciantes orientais. Os campos férteis que rodeavam o Tejo foram também amplamente elogiados por vários autores clássicos, como é o caso de Plínio na sua Historia Naturalis.

A região seria integrada no mundo romano em 138 a.C. por Décimo Júnio Bruto, altura em que o antigo povoado assumiu novas características, tendo a área do castelo sido militarizada. Com a pacificação das várias províncias durante o domínio de Augusto, a cidade ascenderá a um novo estatuto e importância. É então que recebe a designação de Felicitas Iulia Olisipo (31 a.C.- 27 a.C.) e se torna um município de cidadãos romanos, administrando um vasto território que se estendia pela margem sul do rio Tejo até à Arrábida.

A partir da época dos imperadores júlio-cláudios (27 a.C.-68 d.C.), a encosta meridional da cidade adquire uma nova paisagem urbana de traços monumentais. São construídos edifícios públicos, de natureza administrativa, religiosa e civil, de que são exemplo o conjunto balnear designado por Termas dos Cássios e o Templo de Cíbele, este último conhecido pelas inscrições que a ele fazem referência. É neste contexto que surge o teatro romano, edificado a meia encosta, não muito longe daqueloutros edifícios. Esta importante obra pública atesta a plena participação da população nas novas vivências de cidadania romana.

Simultaneamente, desenvolvem-se na linha ribeirinha múltiplas instalações portuárias e surgem numerosas pequenas fábricas de transformação de pescado. Nesta área, um dos monumentos mais importantes, quer pela grandeza quer pelo bom estado de conservação, é o criptopórtico, localizado sob os quarteirões da parte sul da Baixa Pombalina, entre a Rua da Prata e a da Conceição.

Esta intensa actividade piscatória e comercial contribui decisivamente para colocar Lisboa a par dos grandes centros marítimos do Império Romano, sendo designada por alguns investigadores como a “capital marítima” da Lusitânia.  

 Localização de alguns monumentos Ainda que permaneça por descobrir grande parte de Olisipo, actualmente é possível observar e visitar alguns destes monumentos.

As Galerias romanas, surgidas em 1770, vinte e oito anos antes da descoberta do Teatro de Lisboa, localizam-se junto à R. Conceição / R. Prata e são um dos monumentos mais notáveis de época romana e um dos raros criptopórticos conhecidos em Portugal.

Vista geral de algumas galerias do criptopórtico romano
Galeria da entrada actual para o criptopórtico romano
Pormenor de um dos arcos de uma galeria do criptopórtico romano

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