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Lisboa Romana - Espaço Cívico
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 |  | 1 | Castelo
Este é o local ideal para iniciar um percurso pela Lisboa romana. As escavações arqueológicas aqui realizadas desde 1996 - coordenadas pelo I.P.P.A.R (actual I.G.E.S.P.A.R.) em colaboração com o Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade – têm permitido conhecer uma ocupação muito anterior à do Castelo. Os vestígios mais antigos remontam ao séc. VI a.C., prolongando-se pelo período romano e medieval islâmico. Deste último, encontra-se em processo de musealização parte de um bairro encontrado no local.
Saber mais ► |  | 2 | Ruínas do Teatro Romano
As ruínas do Teatro romano de Lisboa podem ser visitadas durante o mesmo horário do Museu do Teatro Romano. O núcleo principal localiza-se no lado Norte da Rua de S. Mamede, ainda que o campus arqueológico se prolongue subterraneamente para o outro lado da rua, onde se situa o Museu.
Saber mais ► |  | 3 | Museu do Teatro romano
No Museu pode ser observado algum do espólio mais significativo de época romana que tem sido recuperado na cidade, resultado de várias campanhas arqueológicas. O Museu inclui ainda o campus arqueológico que corresponde à área que se encontra actualmente em escavação.
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VISITAR Horário: 10h – 13h / 14h – 18h (encerra às segundas e feriados)
|  | 4 | Claustro da Sé de Lisboa
A intervenção arqueológica no Claustro da Sé de Lisboa iniciou em 1990 sob a direcção do I.P.P.A.R. Os vestígios materiais e estruturais, permitem-nos testemunhar uma ocupação intensa e contínua deste local desde o séc. IV a.C.
De época romana, salienta-se o aparecimento de uma estrutura viária, ladeada por tabernae, datada do séc. I. Esta via, articulada com largos patamares separados entre si por pequenos degraus, tem uma orientação N/S e deveria constituir o acesso mais directo para quem, da frente ribeirinha se dirigia ao teatro e à parte Norte da cidade.
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VISITAR Horário: Todos os dias das 9h – 17h |  | 5 | Rua S. João da Praça
Em 2001 o Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade realizou aqui uma intervenção arqueológica de emergência, resultante da abertura de valas para remodelação de infra-estruturas de saneamento.
Entre outros vestígios, foi possível detectar um pequeno mas representativo troço das fundações da muralha tardo-romana. Este fragmento da estrutura militar que protegeu a cidade, e sobre o qual se ergueu a muralha medieval que hoje conhecemos, apresenta parte de uma torre semi-circular, semelhante à que foi encontrada na Casa dos Bicos em 1981/2. O traçado desta estrutura, encontra-se delineado na superfície negra da estrada com paralelos de calcário.
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A intervenção arqueológica realizada em 2007 pelo Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade, permitiu descobrir uma intensa ocupação na área deste pátio pitoresco.
Sob o imponente pano de muralha que aí se pode observar, foi detectado o embasamento e as primeiras fiadas de cilhares da muralha tardo-romana de Olisipo (séc. IV), testemunhando a origem romana do lanço oriental da muralha medieval. Paralelamente, foram identificadas estruturas e níveis de ocupação do período romano-republicano (séc. II/I a.C.) e outros atribuíveis à Idade do Ferro (séc. VII a.C.). |  | 7 | Casa dos Bicos
A recuperação em 1981 deste emblemático edifício, por ocasião da XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura, possibilitou a realização de uma intervenção arqueológica dirigida pelo I.P.P.C. Entre os múltiplos vestígios que permitem reconstituir parte da história deste local e do edifico mandado construir por Brás de Albuquerque no séc. XVI, destacam-se algumas estruturas de época romana: um conjunto de cetárias, separadas por um corredor central, e as fundações de uma torre semicircular pertencente à muralha romana.
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|  | 8 | Rua das Canastras
O traçado actual desta rua mantém o mesmo alinhamento da que aqui existia antes do terramoto de 1755. De época romana, encontram-se documentados vários achados neste local, sendo de salientar a notícia de 1922, referente ao aparecimento de um cais, uma inscrição e um capitel. O limite da cidade estaria localizado muito próximo, uma vez que os terrenos a Sul desta área foram conquistados ao rio já em época recente.
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|  | 9 | Largo da Sé
Descendo aos sanitários públicos deste largo, podem ser observadas in situ algumas estruturas habitacionais do séc. XVII/XVIII, afectadas pelo terramoto de 1755. A intervenção arqueológica realizada em 1993/1994 pelo Serviço de Arqueologia do Museu da Cidade e pelo I.P.P.A.R., colocou a descoberto a face interna da fachada de uma casa. Junto à porta, o volume de escombros testemunha os níveis de aterro e as alterações topográficas que a cidade sofreu após o terramoto.
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VISITAR Horário: 9-12.30h / 14-18h (encerra aos Domingos) |  | 10 | Largo de Santo António
Entre 1993 e 1994 realizou-se neste local uma intervenção arqueológica da responsabilidade do Museu da Cidade e do I.P.P.A.R., tendo sido identificadas algumas estruturas de época romana. Apesar de a sua funcionalidade ser ainda desconhecida, a qualidade patente no acabamento das estruturas leva a supor que tenham pertencido a um edifício público. A cartografia antiga situa neste largo um importante troço do lance ocidental da “Cerca Velha”, dotado de uma porta de acesso à cidade muralhada.
|  | 11 | Termas dos Cássios
Conhecidas durante muito tempo por uma informação documental do séc. XVIII, somente entre 1991 e 1994 foi possível colocar a descoberto esta estrutura termal datada do séc I a.C., conhecida como Termas dos Cássios. De acordo com o texto de uma inscrição epigráfica, este edifício sofreu obras de remodelação ainda no séc. IV, comprovando o seu longo período de utilização.
Estes importantes vestígios de época romana, aguardam ainda um processo de musealização que permitam compreender melhor a sua funcionalidade integra-los na malha urbana, a meio caminho entre a área portuária/industrial e a área civil que se erguia ao longo da colina.
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|  | 12 | Epígrafes Romanas
As quatro epígrafes romanas, actualmente embutidas na parede do edifício que faz esquina com o Largo da Madalena, foram encontradas quando se abriam os caboucos para a sua construção. Estas epígrafes, três de carácter votivo/religioso e outra com significado honorífico/político, estão classificadas como monumentos nacionais desde 1919.
Descendo a rua, o primeiro exemplar - uma ara (altar), refere que Flavia Tyche cernófora cumpriu uma promessa à “grande mãe dos deuses”, Cíbele. A esta mesma deusa é também dedicada a terceira epígrafe. A seguir, podemos observar um pedestal que poderá ter pertencido a uma estátua pedestre, com a designação da cidade Felicitas Iulia Olisipo. A última inscrição refere uma promessa de Caius Iulius Philus a Mercúrio, pela saúde de César Augusto, cujo cumprimento exigiu uma autorização do senado local.
Estas inscrições são testemunhos vivos das crenças, desejos e vivências da antiga população de Olisipo, e terão existido em grande número em locais simbólicos da cidade.
|  | 13 | Galerias Romanas da Rua da Prata / Rua da Conceição
Apesar de em 1859 ter sido detectado mais um troço desta construção, desconhece-se a sua dimensão total.
Durante as épocas medieval e moderna, a estrutura foi utilizada como cisterna, tendo sido abertas algumas bocas de poço no topo das galerias.
É hoje opinião unânime que esta estrutura terá funcionado como criptopórtico, uma solução da engenharia romana para regularizar o terreno e possibilitar a construção em locais onde os solos são pouco consistentes. Sobre esta plataforma seria depois erguido um conjunto de edifícios.
Pelas características técnicas que apresenta, pode ser datada da 1ª metade do séc. I. cidade.
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VISITAR As Galerias Romanas apenas abrem uma vez por ano, durante 3 dias consecutivos. Último fim-de-semana de Setembro. Abertura integrada nas Jornadas Europeias do Património
|  | 14 | Núcleo arqueológico da Rua dos Correeiros
Este importante núcleo arqueológico resultou de uma intervenção realizada entre 1991 e 1995 pelo I.P.P.A.R. aquando da reabilitação do edifício para instalação do Banco Comercial Português.
A ocupação neste local remonta à Idade do Ferro mas abrange, entre outros, vestígios in situ da ocupação romana. Destacam-se os núcleos fabris de transformação de pescado, com inúmeras cetárias de distintas dimensões, e estruturas termais do séc. III.
VISITAR Horário: com marcação prévia na Rua dos Correeiros nº 9 r/ch. Tel. 213211700. Visitas às 5ª feiras e Sábados / Escolas: 4ª feiras
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