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Teatro Romano > O Teatro

O teatro constituiu o cenário da própria sociedade romana. Era o local por excelência onde tinham lugar as manifestações públicas e onde a população se manifestava a favor ou contra qualquer cidadão que ambicionasse um cargo político. O espaço teatral passou, deste modo, a desempenhar um papel fulcral na sociedade romana, para além da função religiosa que, desde a sua génese, possuiu. Com estas característica, os teatros cedo desempenharam um papel social de extrema importância, sendo o local por excelência de encontro e demonstração da hierarquia socio-económica de cada um, inclusivamente quando se tratava de um escravo ou de um cidadão que o já havia sido.

Se o espaço da orchaestra se destinava à elite citadina, os primeiros degraus das bancadas eram destinados aos cavaleiros, sendo seguidos pelos soldados e pelos funcionários públicos. A parte mediana da cavea era ocupada pelos colonos cidadãos e pelos hóspedes. Nos degraus da parte superior das bancadas sentavam-se sucessivamente os libertos, os escravos (em pé) e, por fim, no pórtico coberto, as mulheres.

As conotações festivo-religiosas dos teatros, cedo favoreceram o seu aproveitamento como espaços privilegiados para a exaltação do culto imperial. A partir desse momento, que podemos coincidir com a época de Augusto, os edifícios teatrais passam a acolher múltiplos testemunhos dessa devoção. Um exemplo claro dessas manifestações ocorre no Teatro da antiga cidade de Olisipo, onde um sacerdote de culto imperial suporta os encargos das obras de remodelação de uma parte do espaço cénico e as dedica ao Imperador Nero.

Estas acções de melhoramentos e de ofertas feitas nos espaços teatrais em honra dos Imperadores, tornaram-se em práticas de evergetismo comum por todo o Império romano, acabando por atribuir ao Teatro uma função propagandística que permite explicar a enorme quantidade de epígrafes que surge nestes locais.

   
O Teatro em 3D
O actual modelo tridimensional do Teatro foi elaborado com base num levantamento gráfico exaustivo do existente, recorrendo-se pontualmente aos preceitos teóricos definidos por Vitrúvio, depois de calibrados com hipóteses interpretativas.
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