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História
Maqueta de Roma: os teatros do Campo de Marte (época de Augusto). Em primeiro plano o teatro de Pompeu; junto ao Tibre o teatro Os espectáculos que incluíam representações tiveram o seu início numa época recuada do período romano. Em 366 a.C., por ocasião de uma epidemia, o senado romano realizou, para esconjuro da peste, um espectáculo com bailarinos, mimos e músicos que mandou vir da Etrúria, sendo esta a provável origem dos ludi scaenici. A partir de então, múltiplas celebrações passaram a incluir representações similares, a mais importante das quais os ludi Romani, instituídos pela primeira vez em 366 a.C.

A junção da música e do bailado nestes espectáculos fez grandes adeptos. A evolução dos bailarinos no palco, ao som de aulos e de outros instrumentos, assim como o seu acompanhamento com a declamação de pequenos versos, rapidamente cativou a população.

Teatro romano de Emerita Augusta (Mérida), um dos mais bem preservados da Península Ibérica.O Teatro passou a desempenhar um papel fulcral no conjunto dos monumentos públicos das urbes.

A atribuição de uma função simultaneamente política e religiosa, sobretudo a partir do Imperador Augusto, transformou estes espaços em locais de excelência na veiculação do culto imperial.

Os teatros constituem-se assim, como símbolos do poder e marcos da romanidade, sendo na grande maioria custeados pela administração central, quando não directamente pelo imperador.

Originalmente o edifício do teatro era encaixado no declive das encostas, permitindo à população assistir de um nível superior à actuação das personagens. O canto, a dança e a declamação ocorriam no espaço, geralmente circular, designado por orchaestra.

 Planta esquemática de um teatro romano com as suas várias partesEste modelo foi adoptado por Roma logo no séc. III a.C. ainda que, progressivamente, várias alterações tenham sido introduzidas.

Só em 55 a.C. é que surgiu o primeiro teatro permanente, construído em pedra ao invés das antigas construções amovíveis feitas em madeira. Esta obra ficou a dever-se a Pompeio Magno, que justificou a sua edificação como sendo um anexo ao Templo da Liberdade, sublinhando a sua função religiosa.

 

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