A cidade de Pompeia, no sul de Itália, foi um dos locais preferidos pela elite de Roma como destino de férias. As famílias mais abastadas possuíram habitações naquela pequena cidade da Campânia, até ao momento em que a erupção do Vesúvio em 79 d.C. a destruiu por completo, assim como as cidades vizinhas de Estábias e Herculano, desaparecidas igualmente sob vários metros de cinzas vulcânicas.
A cidade só viria a ser redescoberta em 1763, quando o achado de uma inscrição que referia o nome de Pompeia permitiu identificar as ruínas que então estavam a ser descobertas. A continuação dos trabalhos arqueológicos permitiu que, volvidos dois anos, o teatro fosse colocado a descoberto.
Durante a época romana, a cidade ficara conhecida por um combate que teve lugar no anfiteatro, em 59 d.C. O relato de grande número de mortos e feridos foi documentado por Tácito, tendo o imperador Nero interditado o espaço por um longo período de tempo.
Pompeia possuía dois teatros localizados na proximidade um do outro: o grande teatro e o pequeno ou odeon, que se distinguiam sobretudo pelas diferentes dimensões. A implantação destes espaços de lazer foi criteriosamente escolhida de modo a formar um conjunto com o templo adjacente, consagrado a Minerva e a Hércules.
O teatro de Pompeia foi erigido muito antes da cidade de Roma ter possuído o seu próprio teatro. A sua edificação ocorreu em plena época samnita, certamente devido à grande influência exercida na região por alguns núcleos culturais gregos aí estabelecidos desde há muito. A influência grega e helenística está bem patente na morfologia da cavea, que ultrapassa o meio círculo, tendo as bancadas inferiores sido escavadas no afloramento rochoso. Os vestígios mais antigos parecem datar do séc. II a.C., ainda que o actual edifício corresponda a uma profunda renovação operada na época de Augusto e Nero. O pequeno teatro ou odeon foi construído no tempo de Sila e destinava-se, essencialmente, a declamações de poesia acompanhadas por música de flauta e cítara, instrumentos extremamente apreciados pela população romana.