Câmara Municipal de Lisboa:
Pesquisar neste site: 
Teatro romano de Petra 
 
 

 

A cidade de Petra situa-se na actual Jordânia, junto ao grande vale que liga o Mar Morto ao Golfo de Aqaba. Ocupada esta região, por volta do ano 1200 a.C., pelos Edomitas, tribos que habitavam a região sul do Mar Morto e junto ao Rio Jordão, foram, mais tarde, anexados pelo império Persa. No séc. VI a.C. esta região começou a ser ocupada por uma tribo árabe, os Nabateus, obrigando os Edomitas a recuarem para a região onde hoje é o sul Palestina. Cerca de 312 a.C. a cidade de Petra é considerada como a capital deste reino. A zona era esplêndida, ficando na rota entre a Península Arábica e a região de Damasco, na actual Síria.

Construída numa quebra da rocha, o sik, a cidade era naturalmente inexpugnável e passava, tal como hoje, totalmente despercebida de qualquer viajante que não soubesse, de antemão, onde ela se localizava. Controlando o comércio das especiarias, era a única localizada no eixo comercial de cidades como Damasco e Palmira, a actual Amã (Rabbath’Ammon) e Jerach (Gerasa). A partir do séc. I a.C. os nabateus foram conquistados por Pompeu e a região passou a integrar o Império Romano, ainda que continuasse a deter alguma autonomia, situação que se alterou a partir do Imperador Trajano que transformou a região numa província romana, a Arábia Petrea.

Em 1812 Johann Ludwig Burckardt, explorador suíço que percorreu a região passando-se por mercador árabe, redescobriu a cidade.

Petra encontra-se construída num vale extremamente profundo e os múltiplos edifícios são escavados na rocha. O teatro abrange a colina do lado esquerdo de quem, saindo do desfiladeiro, entra na cidade. A cavea aproveita o declive do terreno e os degraus são escavados na própria rocha. Articulado em seis cunei, separadas por degraus mais pequenos, a fachada cénica era uma construção artificial, restando actualmente algumas colunas no local, fruto de um restauro recente. É ainda visível o procaenium, ainda que reconstruído, composto por um muro rectilíneo que, na sua face virada ao público, se articulava em nichos rectangulares e outros semicirculares. Bem visíveis são, igualmente, os aditus maximus, ou portas principais, situadas em ambos os lados da orchaestra e que conduziam os espectadores para essa área.

Passagem do sik, vendo-se, ao fundo o templo do tesouro
Vista geral do teatro, com as bancadas escavadas na rocha
Perspectiva das bancadas e do embasamento da fachada cénica
Proscénio do teatro e parte inferior da fachada cénica
Esquisso do teatro executado pelo Arqtº Nuno Simões em Agosto de 2009

Contactos
Museu do Teatro Romano

Pátio do Aljube - Lisboa

1100-059 Lisboa

Tel: 21 882 03 20

email: museudacidade@cm-lisboa.pt

© 2008 Câmara Municipal de Lisboa
União Europeia - FEDER
POS_Conhecimento
Câmara Municipal de Lisboa