A orchaestra do Teatro romano, área colocada a descoberto na década de 1960, ficou desde cedo mais exposta aos agentes naturais de degradação. Este facto levou à necessidade de serem realizados trabalhos de limpeza e consolidação das argamassas que ainda se conservam e onde se podem ainda perceber os negativos das lajes que, originalmente, revestiam este espaço. Os poucos elementos pétreos que ainda se conservam, mereceram um processo de colagem, tendo sido, para o efeito, removidos, limpos e consolidados antes de serem novamente colocados no local.
Os trabalhos de Restauro e Conservação estão a ser levados a cabo pela Empresa Archeofactu que também realizou um reforço da parede Oeste (edifício moderno) que se sobrepõe ao teatro. Assim, “… o reforço da parede de alvenaria é um dos passos chave para a boa manutenção da zona da intervenção. De forma a evitar a continuada deposição da sujidade, propõe-se o reforço das superfícies (cerca de 1,5m de altura) com a aplicação de uma camada de argamassa livre de sais com ancoragem através da instalação de espigões de fibra de vidro. Os locais onde estes se colocarão serão previamente reforçados com injecção de argamassa fluida (tipo MTX) e fixos com resina epóxida. (…) Assim, propõe-se a seguinte metodologia de intervenção:
- Consolidação, reforço e construção de estrutura de retenção de lixos até à cota de 1.5m na parede contígua à orchaestra ;
- Limpeza da zona da orchaestra e muros adjacentes;
- Colagem de fragmentos das lajes (lioz cinzento);
- Consolidação do “encarnadão”;
- Consolidação das argamassas dos assentamentos;
- Limpezas gerais;
- Aplicação de geotêxtil e brita rosada.
(excerto da Memória Descritiva do Projecto de conservação e Restauro da Orchaestra realizado pela Empresa Archeofactu)